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Notícias

27/08/2019

Maníaco do Parque

Terça Feira, 27 de agosto de 2019 (12:50)

CASO DE DESTAQUE 2 - MANÍACO DO PARQUE.jpg(Texto da matéria para aplicativo de acessibilidade a deficiente visual)

DATA: Entre 1997 e 1998
VÍTIMAS: 23 mulheres, sendo que 11 delas foram assassinadas
RÉU: Francisco de Assis Pereira

Em meados de 1998, diversos corpos de mulheres foram sendo encontrados, um a um, no Parque do Estado, situado na região Sul de São Paulo, em meio à mata. Alguns corpos estavam ajoelhados, com sinais de violência sexual e marcas de mordidas. Outros já estavam esqueletizados.

O Departamento de Homicídios iniciou as investigações e logo se convenceu que as mulheres foram vítimas de um mesmo autor, ou seja, se tratava de um matador serial. A imprensa passou a denominá-lo como “Maníaco do Parque”.

Pesquisas realizadas por policiais civis do DHPP revelaram que 23 mulheres haviam sofrido ataques naquele parque, dentre as quais 11 tinham sido assassinadas. As demais vítimas foram estupradas, mas saíram com vida, porque o “Maníaco” não havia atingido o ápice de sua fase mais violenta.

Com base nas informações das vítimas que sobreviveram ao ataque, foi elaborado Retrato Falado do autor do crime, e logo as investigações levaram ao motoboy Francisco de Assis Pereira, conhecido como “Chico Estrela”, pessoa que costumava andar de patins no Parque Ibirapuera, de onde, inclusive, atraiu algumas de suas vítimas.

Denúncias levaram à prisão de Francisco no dia 04/08/1998, em Itaqui, no Rio Grande do Sul, onde ele se escondia.

De início Francisco negou a prática de crimes, mas logo, ante as provas obtidas pelos policiais do Departamento de Homicídios, ele confessou seus crimes.

Chico Estrela seduzia suas vítimas com falsas promessas de emprego em uma agência de modelos. Selecionava suas vítimas em locais públicos. Com fala mansa, conversa agradável e distribuindo elogios, convencia as vítimas de que uma equipe publicitária as aguardava no Parque do Estado, para fazer teste fotográfico como modelo. Atraídas pela possibilidade de seguir uma carreira artística, as mulheres subiam na garupa da motocicleta de Francisco e eram conduzidas ao Parque do Estado.

A verdadeira faceta de Francisco só era revelada ao chegar no interior da mata, local onde ele promovia um verdadeiro “tour do terror”, com tortura física e psicológica sobre as vítimas, através de ofensas e agressões, enquanto se embrenhavam pela mata, mostrando às moças os cadáveres de suas vítimas anteriores.

Ao final, Chico parava em alguma clareira e as matava asfixiadas, com o uso de cintos ou cadarços das próprias vítimas. Em seguida, Chico vilipendiava seus cadáveres.  

Francisco de Assis Pereira foi condenado a 285 anos, 11 meses e dez dias de reclusão pelos seus crimes.

Fonte e foto: DGPAd – dms (c)

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